Programação MN


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segunda-feira, outubro 30

11 comentários:

Big Moe disse...

Olá a todos. Desde já muitos parabéns aplausos pelo fabuloso espaço que criaram.

Gostaria de saber como vos posso contactar para fins de marcação de spectáculos e outros eventos no Mercado Negro.

filipe.dacosta@gmail.com

Obrigado.

Filipe da Costa

Pedro Bau disse...

olá a todos
Nao pude deixar de reparar que cada vez mais, e a cada dia que passa o mercado negro, enquanto associaçao cultural, vai decaindo e definhando culturalmente.
Nao pelo espaço, que se vai apresentando como dinamico, com exposiçoes de fotografias, workshops de bijuteria e exposiçoes de bonsai, para já nao falar nas lojas que vao dando o seu melhor para atrair clientela, mas sim pela agenda que cada vez é mais selectiva, visando atingir um publico menor e nao a comunidade aveirense. Quem se interessará por uma banda subversiva, nietzscheana e anti capitalista, senao uma minoria urbana e desenquadrada da sociedade? Mas pertencer as minorias ate pode ser bom, para alguns, e terá sempre de haver alguns que fazem o que essas minorias querem consumir ávidamente, pois ser "diferente" ta na moda, é cool. E assim se vive. Porquê um espaço cultural que nao permite que uma pessoa de cadeira de rodas se desloque até ele? Sim, porque as pessoas de cadeiras de rodas se calhar tambem gostavam de visitar a associação cultural mercado negro. Deixo a minha opiniao para reflexao e nao para motivo de chacota de alguns e de descrédito de outros. Fundamentalmente a associaçao cultural mercado negro é mais um bar nesta cidade que vive da necessidade ávida de novidades, e nao uma associaçao cultural, no verdadeiro sentido da palavra. Porquê associação cultural e nao associaçao recreativa e etnográfica? pela questao dos impostos? talvez.

Mercado Negro disse...

Como qualquer projecto com uma identidade própria, a Associação Cultural Mercado Negro rege-se pelos seus próprios critérios de qualidade e diversidade, sem qualquer pretensão de agradar ao toda a comunidade aveirense. Aliás, a programação cultural do Mercado Negro é pensada para além dos horizontes culturais habitualmente curtos da comunidade aveirense. Simplesmente, é preciso ir muito mais longe. Não é uma ideia original e isolada, mas partilhada por estruturas culturais representativas da cidade, com as quais, não por acaso, a Associação Cultural Mercado Negro já colaborou nestes curtos 5 meses, casos do Teatro Aveirense, da Universidade de Aveiro, da Fábrica de Ciência Viva, da Casa Municipal da Juventude, dos Sons em Trânsito, da Associação Académica da Universidade de Aveiro, da Oficina de Música de Aveiro, entre outros. Cultura não é apenas entretenimento, pelo que uma boa programação pressupõe um esforço na formação de públicos e na oferta de alternativas ao que está já disponível. E com os meios de que dispõe, é precisamente isso que a Associação Cultural Mercado Negro tem feito. A altura para tão dura crítica é de certo modo desconcertante. Porque se por um lado poderíamos dizer que ainda só passaram 5 meses sobre a inauguração do projecto, por outro poderíamos lembrar que nunca como desde o último mês existiram tantos e tão variados eventos no Mercado Negro. Mas podemos fazer um resumo rápido dos tais 5 meses: existiram concertos de folk, pop, jazz, rock, música experimental, com destaque para nomes aclamados pela crítica nacional (ou mesmo internacional) como o português Old Jerusalem ou o japonês Tetuzi Akiyama, que esgotaram o auditório. Desde o início que existem sessões de cinema praticamente todas as semanas, sob a forma de ciclos coerentes, com uma escolha cuidada dos filmes e com um bom número de espectadores. Existiram tertúlias sobre as mais diversas áreas. Também tivemos teatro - com sessões esgotadas - e continuaremos a ter, começando já este sábado um festival de artes performativas. Tivemos e vamos continuar a ter sessões de poesia e de contos. As exposições de que fala fazem parte da programação e, para além da fotografia, também incluiram pintura e irão abarcar outras áreas artísticas. Penso que não será preciso lembrar a importância da actual exposição com fotografias originais de Man Ray, presente em Aveiro e de que o Mercado Negro é um dos dois principais pólos na cidade. Começou esta semana um curso livre de filosofia e arte sob a responsabilidade de um filósofo e professor universitário, que se irá prolongar pelos próximos meses. Para além disso, acolhemos com total disponibilidade iniciativas culturais organizadas por outras estruturas, casos da Aministia Internacional, da Oficina de Teatro da Bau-Uau ou da Ex-Aequo ou mesmo da exposição de bonsai que refere. De lembrar que a maioria dos eventos ao longo destes meses tem-se concentrado nos últimos tempos, com uma média de 4 ou 5 por semana numa cidade sem grande rotina cultural. Acresce a isto o facto de todos os eventos culturais (uns menos, outros bem mais) implicarem um esforço financeiro sem qualquer retorno que não seja a própria oferta cultural - sempre que existe bilheteira, esta reverte para os artistas e não para a Associação Cultural Mercado Negro. Depois existe o futuro, que está obviamente a ser trabalhado, sem abrandamento e com uma crescente exigência na qualidade. Que essa exigência possa colidir com os critérios de alguns, isso será outra história. Fazemos propostas constantes e variadas. Aceitam-nas, com toda a libedade, quem quiser. Todos são genuinamente bem-vindos. Mas não obrigamos ninguém. Por último, gostaria de lembrar que o Mercado Negro enquanto ponto de encontro dinâmico de pessoas interessadas também faz parte do projecto da Associação Cultural Mercado Negro, tal como os outros espaços que aí actuam como parceiros. Enfim, existem críticas mais injustas do que outras, ou mais despropositadas, ou menos informadas. Mas até para as receber (e responder) o Mercado Negro é um espaço aberto.

Pedro Bau disse...

Com todo o interesse li e re-li aquilo que eu posso considerar uma resposta directa aquilo que eu escrevi. No meu dicionário de alguns anos, daqueles de antes do acordo ortográfico, isto para mim é lavar roupa em público.
Considero que tantas linhas escritas por vós são vazias de conteúdo, pois conforme diz o anúncio, "...falam falam e não os vejo a fazer nada...", ou neste caso a dizer nada. É realmente um discurso eloquente no que à Associação Mercado Negro diz respeito, mas no seu conteúdo é vazio. Vazio de propósito pois faz um resumo do que foi feito, mas não apresenta aquilo que vai ser feito.
Concordo consigo quando diz que há dinamismo e há Man Ray e cinema criteriosamente escolhido e tal. Mas escolhido por quem? Pelo público frequentador dos espaços? Ou por um inquérito de opinião realizado nas sessões que decorreram?
Mais uma vez reafirmo o que disse anteriormente: enquanto associação cultural, ou projecto cultural, estão a deixar pessoas de fora. Estão a trabalhar para uma imensa minoria. Eu não posso ir aí. Mas gostava.
Em vez de se considerarem como profetas, que educam povos e lançam correntes, párem de olhar para o umbigo e olhem à volta! Vejam a vossa envolvente e tentem crescer em espírito. Não se considerem superiores.

Mercado Negro disse...

O seu equívoco mantém-se. Não temos nem a obrigação nem a pretensão de chegar a toda a gente. Somos uma pequena Associação Cultural cuja identidade passa obviamente por critérios naturalmente pessoais das poucas pessoas que a gerem. Não somos uma entidade pública, não temos recursos imensos, temos um espaço com limitações. Tendo isto tudo em conta, fazemos uma proposta específica às pessoas, sabendo que a algumas há-de interessar, a outras não. De qualquer modo, tentamos suprir vazios na cidade. A cidade já serve bem as maiorias - tem com em quantidade suficiente teatro mais popular, cinema comercial, concertos de música bem ligeira. Quem tem razões para se sentir deserdado é quem pertence às imensas minorias a que se refere, que não merecem nada a menos do que os outros. De qualquer modo, o Mercado Negro sempre se assumiu como um projecto de alternativas e, parece-nos, está no seu pleno direito. Que temos diferenças radicais na nossa noção de Cultura, é óbvio. Nós por cá, consideramos mesmo inevitável que um projecto cultural deixe sempre pessoas de fora. E não percebemos o drama, já que a Cultura constrói-se em rede, no somatório das várias estruturas que compõem o tecido cultural da cidade, em complementaridade. Nenhuma estrutura consegue chegar a todos. Nem o mero entretenimento, quanto mais a Cultura. Por último, não dá para perceber porque é que classifica como "lavar a roupa em público" a nossa resposta séria à sua questão. Parece um caso de "preso por ter cão, preso por não ter". Quanto ao futuro, há-de ir sendo anunciado na altura devida, como sempre aconteceu. De qualquer modo, não se percebe tanto interesse e trabalho em criticar uma Associação Cultural privada com que não se identifica. Se não gosta das nossas propostas, não as aceite. Simples, não?

Pedro Bau disse...

Caro sr, se nao tivesse qualquer interesse na Associação ou nao me identificasse com ela, nao estaria a escrever estas linhas. Mais uma vez afirmo o que disse: a Associção Cultural Mercado Negro mais nao é que um grupo de pretensos profetas que arranjaram algo com que se entreter, virando-se para a "evangelização" cultural de um nicho de população, onde deficientes e pessoas com necessidades especiais nao entram, pois o espaço nao o permite. Parece um grupo privado de amigos que faz algo que mais ninguem faz, e que tenta chegar onde mais ninguem chega. Pretensiosismo

Mercado Negro disse...

Tem consciência de que o seu último comentário é uma evidente contradição? Diz que se dá a todo este trabalho porque se interessa pela Associação Cultural Mercado Negro e identifica-se com ela, para logo a seguir classificá-la como um bando de pretensiosos e por aí adiante. Em que ficamos? Apesar disso, agrada-nos perceber ao longo destes primeiros cinco meses, que o nosso suposto "grupo privado de amigos", para além de extenso, é composto por pessoas de todos os géneros e de todas as idades. Para além disso, têm o hábito de aderir às nossas iniciativas. De qualquer modo, para além de considerações gerais e vagas, ainda não deu para perceber que iniciativas concretas acredita que deveriam existir no Mercado Negro para que se tornasse um espaço ainda mais inclusivo. Ajudaria muito a este diálogo (apesar de desde o início ter sido pautado por acusações que só com muito boa vontade não se classificam como insultos gratuitos movidos por má fé). Quanto à questão dos deficientes e pessoas com necessidades especiais, não é uma questão a que sejamos insensíveis. Simplesmente, e como é óbvio, o Mercado Negro está implantado no segundo andar de um edifício com cerca de 100 anos e tem limitações muito próprias, que tentamos, dentro do que nos é possível, ultrapassar. E estamos sempre prontos para ajudar no acesso de qualquer pessoa ao nosso espaço.

Pedro disse...

Caro sr, realmente o sr tem uma coisa que eu nao tenho, e isso é o dom da palavra e de colocar palavras na boca dos outros. Se se consideram "um bando de pretensiosos", o problema é seu e quem o disse foi você. Uma coisa é eu gostar, e de muitas formas me identificar com a Associação Cultural Mercado Negro, enquanto conceito. Outra coisa é aquilo que tentam "oferecer", conforme você disse, à população de Aveiro, tão ávida de novas emoções e sensações culturais.
Fica provado que os comentários ou críticas, ou o que lhe quiserem chamar, se não forem de encontro às vossas pretensões, realmente são mal aceites por vós.
Bem hajam. A conversa da minha parte acaba aqui.

Pedro Bau disse...

Uma boa tarde a todos os leitores.
Bem sei que disse que não haveria mais conversa da minha parte, e ao que parece, dos responsáveis da Associação Cultural Mercado Negro, também não. Realmente pensava que estava a lidar com pessoas civilizadas, mas parece que assim não é. A razão deste post novo é uma: como qualquer visita que se preze e digne, para além de deixar o meu nome, deixei o e-mail no site da Associação.
Aconteceu o que nunca julguei ser possível: fui atacado! Não consigo aceder ao meu e-mail pois mudaram-me a password! A minha palavra de recuperação era Ilhavo, e agora, para além da password mudada, a palavra também mudou e está como "nome da prima".
Eu entendo que as vozes incómodas sejam silenciadas, numa ditadura! Agora numa associação cultural que se diz tão pequena e de tão poucos recursos, que diz que a comunidade aveirense tem, e passo a citar, "horizontes culturais habitualmente curtos", irem ao ponto de atacar o meu e-mail?
É demais!!!
Até poderei estar a acusar alguém de uma forma injusta, e se me provarem que sim, as minhas desculpas. Se não, que cada um tire as conclusões que quiser.

Já agora, o meu e-mail era pedrobau@hotmail.com , com password 0987654321, e a resposta á pergunta de recuperação era Ilhavo (onde moro)
Bem hajam

Mercado Negro disse...

Agora ultrapassou todos os limites da decência. Somos uma associação cultural e não um associação de hackers. Não temos nem os conhecimentos, nem o interesse, nem o tempo suficientes para andar a atacar contas de e-mail alheias. É uma acusação demasiado grave para se fazer com tanta leviandade e sem qualquer justificação plausível. Vamos aceitar já em avanço as suas desculpas e pedir-lhe que para a próxima pense duas vezes antes de atacar quem não tem rigorosamente nada a ver com os seus problemas pessoais.

sandokan disse...

este bau raras vezes deve ter saído do baú