Segunda-feira, Junho 15

Contratada por Damon Albarn para a sua afamada etiqueta Honest Jon's Records, SIMONE WHITE teve à sua volta um culto imediato, em grande parte devido à recepção entusiasta da crítica internacional ao seu belíssimo álbum de estreia "I Am The Man". Movendo-se entre melodias de uma doçura indisfarçável e letras interventivas e duras, sem qualquer brandura pelos assuntos mais polémicos, SIMONE WHITE é uma singular estrela da constelação alternativa americana, movendo incontáveis admiradores à volta do seu universo muito próprio. Com o novo álbum "Yakiimo" lançado há semanas com excelentes críticas, este é o momento certo para nos encantarmos.

"Not just a pretty voice but a mesmerizing intelligence. (...) A soundtrack of charm and beguiling depths. (4/5)" MOJO

"A feel of the rarest kind. (4/5)" Q Magazine

www.myspace.com/simonewhite

Terça-feira, Junho 9

Quinta-feira, Junho 4

Sábado, Maio 30

Quinta-feira, Maio 21

Quarta-feira, Maio 13



1.
QUA 13 MAIO
CELIA de Ann Turner (Austrália, 1989)
Situado na Austrália dos anos 50, com o medo do comunismo no ar e com as quintas nacionais a braços com uma praga de coelhos, o filme conta um Verão quente através dos olhos e da imaginação hiper-activa da pequena Celia. Abalada pela morte da sua adorada avó, Celia acaba à deriva, entre os rituais e jogos cruéis da infância e o incompreensível mundo dos adultos. E se criaturas monstruosas lhe povoam os sonhos, esses terrores imaginados são esbatidos durante o dia pela brutalidade banal do mundo adulto, acabando por se dirigir para trágicas consequências. A estreia de Ann Turner foi tão refrescante como surpreendente, com o seu registo quase clínico e pouco sentimental como montou uma fábula negra sobre o fim da infância, no que foi várias vezes comparada ao que Truffaut fez com o seu "400 Golpes". (legendado em inglês, 99 minutos)

2.
QUA 20 MAIO
MARKETA LAZAROVÁ de Frantisek Vlácil (Checoslováquia, 1967)
Votado o melhor filme checo de todos os tempos, "Marketa Lazarová" é um épico medieval poderoso e apaixonado situado no século XIII. Baseado na obra do escritor de vanguarda Vladislav Vancura, o filme segue a rivalidade entre dois clãs guerreiros, os Kozlíks e os Lazars, e o amor condenado dos filhos dos rivais, Mikolás Kozlík e Marketa Lazarová. Com reminiscências da obra de Tarkovsky e Kurosawa e fundado sobre a rica tapeçaria da ficção checa, este filme ambicioso e cheio de camadas é a coroação de Vlácil e um dos marcos por descobrir do cinema mundial. (legendado em inglês, 159 minutos)

3.
QUA 27 MAIO
VALERIE AND HER WEEK OF WONDERS de Jaromil Kires (Checoslováquia, 1970)
Uma mistura de terror, contos de fadas, surrealismo, amor e sexualidade, "Valerie And Her Week Of Wonders" retrata um mundo fantástico habitado por uma jovem rapariga à entrada do mundo adulto. Assombrado e onírico, inspirado em histórias como "Alice no País das Maravilhas" ou "O Capuchinho Vermelho", o filme é uma obra de pura imaginação e tornou-se um clássico de culto. Com as suas imagens deslumbrantes e a sua notável banda sonora, o filme age como um poderoso feitiço e é até hoje uma das obras fantásticas de maior influência. (legendado em inglês, 73 minutos)

4.
QUA 3 JUNHO
DAISIES de Vera Chytilová (Checoslováquia, 1966)
Uma história satírica, selvagem e irreverente de rebelião, o clássico surrealista de Vera Chytilová é talvez o filme mais aventuroso e anarquista do rico cinema checo. Duas jovens mulheres, ambas chamadas Marie, revoltam-se contra uma sociedade degenerada, decadente e opressiva, atacando símbolos de prosperidade, no que também foi simultaneamente lido como um manifesto de desafiante feminismo e como uma comédia niilista e de vanguarda. Transformado rapidamente num filme de culto, "Daisies" permanece um enigma cinematográfico e a sua influência reflecte-te em inúmeros cineastas, casos assumidos de Jacques Rivette, Catherine Breillat ou Gregg Araki. "Daisies" é um poema punk-rock, um motim visual que tanto provoca o riso como a ternura. (legendado em inglês, 73 minutos)

Quinta-feira, Abril 30

Sábado, Abril 25


COREOGRAFIA de FILIPA PERES e CLAUDINEI GARCIA

22h no auditório do Mercado Negro. entradas a 5 euros.
reservas para: mercadonegro.correio@gmail.com


"Milhares de segredos do passado saem de seus esconderijos para se iluminarem à sua luz…" Nietzsche

INSIDE OUT é um projecto intimista que questiona a nossa relação com os outros e connosco na sociedade contemporânea. A partir de um corpo que age e transporta naturalmente vários sentidos, duas personagens vivem em constante mudança. A luz surge como ponto de referência, como elemento de equilíbrio entre os dois.

Direcção: Filipa Peres
Co-criadores: Filipa Peres e Claudinei Garcia
Figurinos: Filipa Peres e Claudinei Garcia
Fotografia: Diogo Moreira
Música: músicas originais de "Panamerican", Filipa Peres

Quinta-feira, Abril 16



22h30 no auditório do Mercado Negro. entradas a 5 euros no café.
reservas para: mercadonegro.correio@gmail.com


"I loved your album." GEORGE HARRISON (The Beatles) para Peter Walker

No ano passado foi lançado um álbum de tributo a Peter Walker com os contributos de Thurston Moore (Sonic Youth), James Blackshaw, Jack Rose e Steffen Basho-Junghans. É preciso dizer mais? Talvez não, mas pode-se sublinhar que esta velha lenda dos 60's, admirado pelos Beatles e companheiro de aventuras de Janis Joplin e Karen Dalton, é uma figura tutelar da guitarra e nome de enorme culto. Compositor e intérprete inigualável, da raga indiana, que aprendeu com Ravi Shankar, à guitarra de flamenco, Peter Walker voltou nos últimos anos à estrada para nos deslumbrar.

www.myspace.com/peterwalkerguitarist


Sábado, Março 28